Você abre a loja do concorrente, vê preço menor em meia dúzia de itens e dá aquela vontade de baixar tudo. Não faça isso. O cliente não compara seu catálogo inteiro — ele compara um punhado de produtos, e é só ali que a briga existe.
O filtro dos dois critérios
Um produto merece defesa de preço quando passa nos dois ao mesmo tempo:
- Busca alta: é o item que traz gente pra loja, o que aparece primeiro no seu relatório de termos buscados.
- Preço conhecido: o cliente sabe de cabeça quanto custa. Se você cobra dez reais a mais, ele percebe na hora.
Busca alta sozinha não basta. Se ninguém sabe quanto aquele item custa — kit montado por você, marca própria, produto de nicho —, não tem com o que comparar. Ali você defende margem, não preço.
Como montar a sua lista
Comece pelos SKUs que puxam a maior parte das visitas. Depois marque quais deles o concorrente também anuncia com o mesmo nome e a mesma embalagem. Por último, corte tudo que só você vende.
O que sobra é sempre menor do que parece. Uma loja com 2 mil SKUs costuma terminar com algo entre 30 e 60 itens de defesa. Isso é 3% do catálogo, mais ou menos. Nos outros 97% você tem liberdade que não estava usando.
Depois da lista, vira rotina
Com a lista pronta, o trabalho muda de natureza: você para de olhar tudo e passa a vigiar pouca coisa com atenção. No Batedor dá pra jogar esses SKUs num grupo com tag própria e receber alerta de mudança de preço só deles — o resto do catálogo fica fora do seu radar de propósito.
