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Análise 01 de outubro de 2026 3 min de leitura

O 'de/por' inflado do concorrente

Desconto de 60% que sai do nada costuma ter preço de referência inventado. O histórico mostra, e o Procon também olha.

Sacolas pretas com as letras SALE e o número 50%, com laços vermelhos, sobre fundo escuro.

O anúncio do concorrente mostra R$ 499 riscado e R$ 199 em vermelho. Sessenta por cento de desconto. Antes de entrar em pânico e cobrir isso, faça a pergunta que importa: aquele preço riscado já existiu de verdade?

O histórico responde em segundos

Se o produto nunca foi vendido a R$ 499, o desconto é encenação. O preço real dele é R$ 199, e o seu de R$ 219 está a vinte reais de distância, não a trezentos. Reagir ao número riscado é reagir a uma ficção — e destruir margem por causa dela.

Sem registro, você depende da memória. Com registro, dá pra dizer exatamente em que semana cada preço vigorou. É pra isso que serve o histórico de preço do Batedor: ele guarda a trajetória de cada SKU e deixa óbvio quando o "de" só aparece na véspera da promoção.

Preço de referência falso é sinal de fraqueza

Quem infla o riscado costuma estar com giro ruim ou estoque parado. É comportamento de quem precisa de volume agora. Isso muda a sua resposta: em vez de cobrir, você pode segurar preço e esperar, porque esse tipo de promoção raramente se sustenta por muito tempo.

E tem o risco jurídico

  • Publicidade enganosa: anunciar desconto sobre preço que nunca foi praticado é passível de reclamação no Procon.
  • Reputação: cliente que descobre o truque não volta, e comentário sobre isso costuma aparecer na página do anúncio.

Ou seja: não é um jogo que você quer jogar de volta. A saída é mostrar preço honesto e, quando fizer promoção de verdade, deixar claro o período e o preço anterior real.

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O 'de/por' inflado do concorrente — Batedor