Abra o canal do concorrente no YouTube e olhe uma coisa só antes de assistir qualquer vídeo: a proporção entre Shorts e vídeo longo nos últimos três meses. Esse número conta mais que o conteúdo em si.
Cada formato resolve um problema diferente
- Shorts: alcance. Aparecem pra quem não conhece a marca e servem pra encher o topo do funil. Barato de produzir, difícil de converter direto.
- Vídeo longo: objeção. Review, comparativo, unboxing, como usar. Quem assiste oito minutos de um produto está perto de comprar e quer tirar a última dúvida.
Leia o mix como diagnóstico
Se ele só faz Shorts, o problema dele é ser conhecido: precisa de gente nova entrando. Se ele só faz vídeo longo, o público já existe e o gargalo está na decisão de compra. Se virou pra vídeo longo depois de meses de Shorts, provavelmente trouxe muita gente e não converteu.
Repare também no assunto do vídeo longo. Quando a marca grava um vídeo inteiro explicando garantia, durabilidade ou instalação, ela está respondendo aobjeção que dói naquele produto. Essa objeção provavelmente vale pro seu catálogo também.
O que fazer com o diagnóstico
Não copie o mix dele, copie a lacuna. Se o concorrente lotou o canal de Shorts e ninguém no segmento faz comparativo honesto de produto, esse vídeo é seu. Um único vídeo longo respondendo a dúvida mais comum costuma render por meses na busca, ao contrário do Short, que vive uma semana.
A análise de criativos e o histórico do Batedor ajudam a ver esse mix ao longo do tempo e a perceber a virada de formato quando ela acontece.