Vender o mesmo produto pelo mesmo preço na sua loja e no marketplace parece justo. Não é. Um dos dois canais fica com uma fatia sua antes de o dinheiro chegar, e ignorar isso é trabalhar de graça em metade dos pedidos.
A conta que define o piso do canal
Pegue um produto de R$ 100 vendido no marketplace, com comissão de 16% e frete subsidiado de R$ 15:
- Comissão: 16% de R$ 100 = R$ 16.
- Frete do canal: R$ 15.
- Sobra: R$ 100 - R$ 16 - R$ 15 = R$ 69.
Pra receber os mesmos R$ 69 na sua loja própria, você precisaria cobrar bem menos que R$ 100. Ou seja: o preço igual nos dois canais significa margem diferente nos dois canais, e você está escolhendo isso sem perceber.
Loja própria mais barata só funciona se o cliente souber
Muita gente resolve isso deixando a loja própria um pouco mais barata — e nunca conta. O cliente entra no marketplace, acha seu anúncio, compra ali e você fica com a fatia menor pagando a diferença por nada.
Se a sua loja é mais barata, isso precisa estar no lugar onde o cliente já está: no encarte da caixa, no e-mail pós-compra, na bio das redes. A diferença só vira migração de canal quando é comunicada.
E o concorrente que vende nos dois?
Vale acompanhar o preço dele nos dois canais em paralelo, porque quase sempre eles andam separados. É o tipo de coisa que a comparação lado a lado do Batedor mostra rápido: o mesmo SKU, dois canais, duas trajetórias de preço — e o alerta dispara quando ele mexe em um só.
